| Laura's profileJardim ZenPhotosBlogLists | Help |
|
|
January 29 A arte de viajar"Se nossa vida fosse dominada por uma busca da felicidade, talvez poucas atividades fossem tão reveladoras da dinâmica dessa demanda - em todo o seu ardor e seus paradoxos - como nossas viagens. Elas expressam - por mais que não falem - uma compreensão de como poderia ser a vida, fora das restrições do trabalho e da luta pela sobrevivência. No entanto, é raro que se considere que apresentem problemas filosóficos - ou seja, questões que exijam reflexão além do nível prático. Somos inundados de conselhos sobre os lugares aonde deveremos ir, mas ouvimos pouquíssimo sobre por que e como deveríamos ir - se bem que a arte de viajar pareça sustentar naturalmente uma série de perguntas nem tão simples nem tão triviais, e cujo estudo poderia contribuir modestamente para uma compreensão do que os filósofos gregos denominavam pelo belo termo eudaimonia ou desabrochar humano.
...Parece que, ao contrário do contentamento contínuo e duradouro que esperamos, a felicidade que sentimos com um lugar e em estar nele deve necessariamente ser um fenômeno breve e, pelo menos para o consciênte, inesperado: um intervalo no qual pensamentos positivos sobre o passado e o futuro ganham corpo e as ansiedades são aplacadas.
...Nossa capacidade de extrair felicidade de objetos estéticos ou bens materiais na realidade parece depender, em termos cruciais, da prévia satisfação de uma faixa mais importante de necessidades emocionais ou psicológicas, entre as quais a necessidade de compreensão, de amor, expressão e respeito. Não vamos apreciar - não somo capazes de apreciar - exuberantes jardins tropicais e simpáticos chalés de praia de madeira quando um relacionamento no qual estamos empenhados se revela abruptamente impregnado de incompreensão e ressentimento.
...A intratabilidade dos nós mentais sugere a sabedoria austera e desiludida de certos filósofos antigos que se afastavam da prosperidade e da sofisticação e agurmentavam, de dentro de um barril ou de uma choça de barro, que os ingredientes essenciais à felicidade não poderiam ser materiais nem estéticos, mas deveriam sempre ser insistentemente de natureza psicológica."
Alain de Botton.
December 06 O amor e a morte."...poucas coisas se parecem tanto com a morte quanto o amor realizado. Cada chegada de um dos dois é sempre única, mas também definitiva: não suporta a repetição, não permite recurso nem promete prorrogação. Deve sustentar-se "por sí mesmo" - e consegue. Cada um deles nasce, ou renasce, no próprio momento em que surge, sempre a partir do nada, da escuridão do não-ser sem passado nem futuro; começa sempre do começo, desnudando o caráter supérfluo das tramas passadas e a futilidade dos enredos futuros.
Assim, não se pode aprender a amar, tal como não se pode aprender a morrer.Quando acontecer, vai pegar você desprevenido. Em nossas preocupações diárias, o amor e a morte aparecerão ab nihilo - a partir do nada."
Amor Líquido
Z. Bauman
November 06 Amar é deixar ser amado.
Amar acelera a existência. Entorpece o pensamento. É o sândalo da alma, o desejo do corpo. Amar não tem regra, nem fronteiras. É o pudor sem pudor. É o conceito sem preconceito. Amar é enxergar sem ver. É sentir sem sentido. É levar para sempre o perfume que se foi. É estar longe e sentir-se próximo. É fazer do hoje um amanhã diferente e melhor. Amar é inspirar, suspirar, transpirar, pirar... É parar só, para continuar a dois. É o lado possível do impossível. É a ilógica da razão. É querer sem querer. É se deixar escolher. Amar é a visão múltipla de um ponto único. É a leitura dinâmica de uma só palavra. É a radiografia do abstrato. É o ruído do silêncio. É a realidade invadindo o sonho. Amar é deixar ser amado. UCHO. August 14 MetadePara cmtecavok, com todo o meu amor...
MetadeOswaldo MontenegroQue a força do medo que tenho Que o medo da solidão se afaste
August 11 Quietude...A prática espiritual consiste na quietude interior e a quietude interior é a raiz do poder pessoal. De dentro desse espaço, visitamos o templo interior de Deus. É um santuário secreto que existe em todos nós, porque ele o pôs lá. Quando oramos e meditamos, a mente é atraída à sua fonte. Lá encontramos força e serenidade, orientação e amor. Basta passar um tempo nesse lugar para atrair o amor, uma vez que todos nós procuramos essa paz interior e gravitamos na direção dos que já a alcançaram. Quando pensamos no amado no espaço sagrado, pedindo que nossa mútua percepção seja elevada a Deus, é como se o encontro tivesse sido abençoado. A quietude atrai o amor e une nossos corações. Quem encontramos na quietude de Deus encontramos realmente.
Marianne Williamson.
August 07 Liberdade e DesapegoJuly 30 Perfume novo.
Vento novo Estava enrolada Flora Figueiredo.
July 25 Tudo é pra jáDevolva o Neruda que você me tomou e nunca bebeu
Querido meu caro amigo; lembra quando eu te ajudava a pegar mulher casada lá no Leblon? Pois é, tô precisando de você...
Será que dá pra você ligar pra ela e dizer que ela é a noiva do cowboy e eu sou o cowboy? Que eu quero ficar no corpo dela feito tatuagem corrosiva marcada a frio, ferro e fogo, em carne viva...?
Fala pra ela que eu tô no tapete atrás da porta...
Fala que eu mandei dizer: dá tua mão, olha pra mim, não faz assim, não vai lá não. Mesmo que ela passe sem ver este seu vigia, catando a poesia, que ela entorna no chão.
E que bom mesmo é ter um caminhão, mas sem japonês atrás de mim...
Diz que consta nos astros, nos signos, nos búzios, que eu li num anúncio, vi no espelho, tá lá no evangelho, garantem os orixás, que ela é o meu amor. Que não sei mais quelle heure il est, si c'est mardi, si c'est le mois de mai...
Fala que sou daqueles caras que só dizem sim, por uma coisa à toa, uma noitada boa
um cinema, um botequim. Manda um telegrama dizendo que sua lembrança me dói tanto, que eu canto pra ver se espanto esse mal, mas só sei dizer um verso banal. Que eu não sei se ela ainda é a mesma, ou se cortou os cabelos, se rasgou o que é meu.
Manda um cabograma dizendo que eu me afobo sim. Que tudo é pra já. Que o amor tem pressa e que se o dilúvio voltar, ninguém garante que os escafandristas vão descobrir, para futuros amantes, naquele baú, o amor que eu um dia deixei pra ela.
Pergunta se ela lembra da fogueira, dos balões e dos luares dos sertões. Do futuro que a gente combinou.
Conta que por ela é que eu faço o bonito e o palhaço de crepon.
Que até pichado no muro; ela, aquela japonesa de Pequim, vai saber de mim.
Que ela trouxe seus instrumentos e invadiu minha cabeça onde um dia tocava uma orquestra, pra companhia dançar.
Mas mon cher ami, não fala de Maria. Maria lembra mar, que lembra aquele dia, que nem é bom lembrar, que a vida segue sempre em frente, o que se há de fazer e que só peço um favor, se ela puder: não me esqueça num canto qualquer
Que não esqueça também meu jeito manso, de fazer rodeios, de beijar os seios,
beijar o ventre e deixa-la em brasa. Cara, diz pra ela que quando ela me deixou, me dizendo pra ser feliz e passar bem, eu tô quase morendo de ciúme, quase enlouqueci e não obedeci.
Diz que não consigo dizer: somos sempre bons amigos, que é muita mentira para mim...
Diz praquela bailarina que eu sou funcionário, pô!
Que “ele” é um pote até aqui de gota d'água...
Que nas travessuras das noites eternas, já confundimos tanto as nossas pernas
que meu sangue errou de pernas e se perdeu. Que eu pensei que fosse Deus e que os iraques dela fossem meus, como pensam os americanos.
Diz que por trás de um eu triste há sempre uma ela feliz e atrás dessa ela, mil homens, sempre tão gentis.
Que ela tá diferente, já não me conhece mais, está pra lá de pra frente, tá me passando pra trás.
Avisa a moça que se ela passar na minha frente, com suas pernas de louça, pra disfarçar a saudade vou bater palma, fazendo de conta que sou turista.
Pode espalhar pra todo mundo que ela tem le parfum de la cachaça e de suor, que geme de preguiça e de calor.
Que ele não gosta de mim, mas a filha dele gosta. Que mais vale uma filha na mão do que dois pais sobrevoando
Põe no jornal que eu posso construir sete usinas usando a energia que vem dela.
Tira um retrato dela em branco e preto e me manda por e-mail porque é pecado
o meu peito tão marcado de lembranças do passado. Fala que eu tô com muita saudade e a leve impressão de que já fui tarde.
Que eu roubava um pouquinho e ajeitava o meu caminho pra encostar no dela.
Que espantosamente, vou convida-la pra rodar.
Que nosso amor não teve as coisas boas da vida, mas que já encomendei.
Diz pra ela, que eu falei, no original: ``Give me a kiss, darling'' e ``Play it again''.
Que que quem falou não está mais aqui, mas volta já.
Que nós éramos estreitos nós.
Que tô me guardando pra quando o carnaval chegar.
Sim, vai e diz que eu chorei, que eu morri de arrependimento, que o meu desalento já não tem mais fim, que eu entrego os pontos.
Que parece um bolero de uns dezembros de uns anos dourados.
Que odeio esse negócio de teus beijos nunca mais...
E pergunta como é que termina um grande amor. Se adianta tomar uma aspirina ou se bate na quina aquela dor. Se é chover o ano inteiro chuva fina ou se é como cair do elevador. Responde, por favor, pra que que tudo começou, quando tudo acaba.
PS: Quase esqueci... Chico, muito merci e feliz ano novo, feliz aniversário, hoje, dia 19.
W.Navarro.
Minha coluna de hoje. BH 19 de junho de 2008.
January 14 Vilarejo Particular |
">" rel="nofollow">" rel="nofollow" s_oid="http://<">http://photobucket.com" target="_blank">
">
Toda manhã ele felicita o novo dia como se fosse o mais importante, notícias, descobertas, novidades vindas do futuro nas páginas de seu jornal.
Aprecia cada refeição com a alegria da sobremesa e o lanche da tarde como a “hora mais feliz”.
Cada encontro é como a muito não se via, de conversa contente, novidades do cotidiano e antigas lembranças ainda presentes. A Ventania é aqui e agora.
Não conheço queixa, mágoa, remorso ou maledicências. Nunca ouvi crítica destrutiva, grito ou palavrão. Mais de uma vez o vi pedindo desculpas. Teve um grande e melhor amigo, Totonho, por toda a vida.
Tirava férias e muitas fotografias. Viajávamos sempre para encontrar gente querida de muitos abraços. Foi um filho dedicado, presente e amoroso. Têm uma referência afetuosa para cada um de seus treze irmãos.
Comprava muitos livros. Leu a Bíblia mais de uma vez.Trouxe as primeiras fotos dos astronautas pisando na Lua.
Quanto a mim, tive colo todas as vezes que pedi. Uma história lida ou contada, chocolates, chupetas e muitos passeios de fim de tarde. Nunca fiquei sem uma resposta e uma mão para segurar.
Fez do meu tempo de escola, uma escolha divertida e fácil. Da minha vida adulta um misto de compreensão e respeito, e é um grande lastro em meu caminho profissional.
Teve a sorte e o merecimento de uma companheira dedicada, querida e alegre, mais sorte tive por ela ser a minha mãe.
Mas você, meu pai...
Me ensinou a Sonhar!
E mais que isso , a Acreditar e com disciplina Realizar!
Eu amo você!
Laurinha.
|
|