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    June 12

    Olhar



    O Seu Olhar

    Arnaldo Antunes

    Composição: Paulo Tatit / Arnaldo Antunes

    O seu olhar lá fora
    O seu olhar no céu
    O seu olhar demora
    O seu olhar no meu

    O seu olhar seu olhar melhora
    Melhora o meu

    Onde a brasa mora
    E devora o breu
    Como a chuva molha
    O que se escondeu

    O seu olhar seu olhar melhora
    Melhora o meu

    O seu olhar agora
    O seu olhar nasceu
    O seu olhar me olha
    O seu olhar é seu

    O seu olhar seu olhar melhora
    Melhora o meu



    July 24

    Amor a primeira vista

     
     
                                            
     "De onde vêm as súbitas paixões de um homem, as profundas, íntimas?
    A sensualidade é apenas a menor causa disso; porém, 
    quando um homem encontra reunidos num único ser a fraqueza,
    a necessidade de ajuda e ao mesmo tempo a petulância,
    ocorre nele algo que seria como se sua alma fosse transbordar:
    ele fica, no mesmo instante, emocionado e ofendido.
    É nesse ponto que jorra a fonte do grande amor"
     
    NIETZSCHE.
    Humano, demasiadamente humano.
     
     
    May 07

    Hoje ví uma flôr!

     
     
     
     
     
     
     "Se não formos cuidadosos
     e nos fixarmos ao que nos dizem
    os olhos e os ouvidos,
    não seremos em nada diferentes
     do cego ou do surdo."
     
    Hsing Yun
    May 05

    Lei de Murphy

    As leis de murphy


     

    "Nada está tão ruim que não possa piorar."


    "Todo corpo mergulhado numa banheira faz tocar o telefone."


    "O nascer é o primeiro passo para o morrer."


    "Alô, você acabou de colaborar com R$100,00 debitados em sua conta telefônica, muito obrigado pela sua ligação."


    "Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível."


    "Lei da experiência: não vai funcionar."


    "O gato sempre cai em pé."


    "A informação mais necessária é sempre a menos disponível."


    "Não tem porquê ser pessimista. Não vai funcionar mesmo."


    "Sorria, amanhã será pior."


    "O pessimista se queixa do vento, o otimista espera que ele mude, o realista ajusta as velas e quem conhece Murphy não faz nada."


    "A probabilidade do pão cair com o lado da manteiga virado para baixo é proporcional ao valor do carpete."


    "Não adianta amarrar o pão com manteiga nas costas do gato e o jogar no carpete. Provavelmente o gato comerá o pão antes de cair em pé."


    "O pessimista só vê o sol como fazedor de sombras."


    "A fila do lado sempre anda mais rápido."


    "As coisas podem piorar, você é que não tem imaginação."


    "O material é danificado na proporção direta do seu valor."


    "Quem sai na chuva se molha."


    "Se você está se sentindo bem, não se preocupe. Isso passa."


    "Não importa o que sai errado, sempre dará a impressão de certo."


    "Quando um erro é descoberto e corrigido, depois se descobre que não estava errado."


    "Se a experiência funcionou na primeira tentativa, tem algo errado."


    "Mais vale um pássaro na mão do que um voando sobre a nossa cabeça."


    "Lei de Murphy no ciclismo: Não importa para onde você vai; é sempre morro acima e contra o vento."


    "Por mais tomadas que se tenham em casa, os móveis estão sempre na frente."


    "Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda, e o que não sai."


    "Uma pessoa saudável é aquela que não foi suficientemente examinada."


    "Nada é tão bom que alguém, em algum lugar, não irá odiar."


    "Você sempre acha algo no último lugar que você procura."


    "Uma maneira de se parar um cavalo de corrida é apostar nele."


    "Toda partícula que voa sempre encontra um olho."


    "Nada é tão fácil quanto parece"


    "Tudo leva mais tempo do que se pensa"


    "Toda solução cria novos problemas"


    "A natureza está sempre a favor da falha"


    "Se uma manutenção exige "n" pecas, haverá sempre "n-1" pecas em estoque"


    "As coisa vão piorar antes de melhorar. E quem disse que as coisas vão melhorar? "


    "Só quando um programa está sendo aplicado ha mais de seis meses é que o erro mais prejudicial é descoberto"


    "Se um programa foi feito para rejeitar qualquer dado errado, sempre haverá um debilóide engenhoso para inventar um método de faze-lo engolir dados errados"


    "Os computadores não merecem confiança. Os humanos merecem menos ainda"


    "Invente um programa que até um idiota é capaz de manejar, e só um idiota o manejará"


    "Quando um erro é descoberto e corrigido, depois se descobre que não estava errado"

    Valorosa contribuição do  Dr. C. LTF.

    January 28

    Domingos...

     
     
     

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    Os Domingos Precisam de Feriados
    (Nilton Bonder)

    Toda sexta-feira à noite começa o shabat para a tradição judaica. Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino, no sétimo dia da Criação.

    Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como   fundamental para a saúde de tudo o que é vivo.  A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.

    Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser   suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se  torna uma necessidade do planeta.

    Hoje, o tempo de 'pausa' é preenchido por diversão e alienação .
    Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações 'para não nos   ocuparmos'. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão.

    O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições. Nossas cidades se parecem cada vez mais com a   Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco  interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é  nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não  dar o gostinho ao próximo..

    Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A Internet e   a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme. As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante.  A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim.

    Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao   custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente. As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas   férias, o domingo de um feriado...

    Nossos namorados querem 'ficar', trocando o 'ser' pelo 'estar'.
    Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI - um  dia seremos nossos?

    Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante. Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos...

    Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma   interrupção.

    O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair - literalmente, ficar desatento. É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com   sua vida.
    A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é 'o que vamos fazer hoje?' - já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de  Domingo.

    Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se   mortalmente. É este o grande 'radical livre' que envelhece nossa   alegria - o sonho de fazer do tempo uma mercadoria.

    Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar.

    Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído.
    December 28

    Chove em Roma...chove em Claudio...

     
     

    Chuva Oblíqua

    [8-3-1914]

    I

    ATRAVESSA esta paisagem o meu sonho dum porto infinito
    E a cor das flores é transparente de as velas de grandes navios
    Que largam do cais arrastando nas águas por sombra
    Os vultos ao sol daquelas árvores antigas...

    O porto que sonho é sombrio e pálido
    E esta paisagem é cheia de sol deste lado...
    Mas no meu espírito o sol deste dia é porto sombrio
    E os navios que saem do porto são estas árvores ao sol...

    Liberto em duplo, abandonei-me da paisagem abaixo...
    O vulto do cais é a estrada nítida e calma
    Que se levanta e se ergue como um muro,
    E os navios passam por dentro dos troncos das árvores
    Com uma horizontalidade vertical,
    E deixam cair amarras na água pelas folhas uma a uma dentro...

    Não sei quem me sonho...
    Súbito toda a água do mar do porto é transparente
    e vejo no fundo, como uma estampa enorme que lá estivesse desdobrada,
    Esta paisagem toda, renque de árvore, estrada a arder em aquele porto,
    E a sombra duma nau mais antiga que o porto que passa
    Entre o meu sonho do porto e o meu ver esta paisagem
    E chega ao pé de mim, e entra por mim dentro,
    E passa para o outro lado da minha alma...

    II

    Ilumina-se a igreja por dentro da chuva deste dia,
    E cada vela que se acende é mais chuva a bater na vidraça...

    Alegra-me ouvir a chuva porque ela é o templo estar aceso,
    E as vidraças da igreja vistas de fora são o som da chuva ouvido por dentro...

    O esplendor do altar-mor é o eu não poder quase ver os montes
    Através da chuva que é ouro tão solene na toalha do altar...
    Soa o canto do coro, latino e vento a sacudir-me a vidraça
    E sente-se chiar a água no fato de haver coro...

    A missa é um automóvel que passa
    Através dos fiéis que se ajoelham em hoje ser um dia triste...
    Súbito vento sacode em esplendor maior
    A festa da catedral e o ruído da chuva absorve tudo
    Até só se ouvir a voz do padre água perder-se ao longe
    Com o som de rodas de automóvel...

    E apagam-se as luzes da igreja
    Na chuva que cessa...

    III

    A Grande Esfinge do Egito sonha pôr este papel dentro...
    Escrevo - e ela aparece-me através da minha mão transparente
    E ao canto do papel erguem-se as pirâmides...

    Escrevo - perturbo-me de ver o bico da minha pena
    Ser o perfil do rei Quéops...
    De repente paro...
    Escureceu tudo...

    Caio por um abismo feito de tempo...
    Estou soterrado sob as pirâmides a escrever versos à luz clara deste candeeiro
    E todo o Egito me esmaga de alto através dos traços que faço com a pena...

    Ouço a Esfinge rir por dentro
    O som da minha pena a correr no papel...
    Atravessa o eu não poder vê-la uma mão enorme,
    Varre tudo para o canto do teto que fica por detrás de mim,
    E sobre o papel onde escrevo, entre ele e a pena que escreve
    Jaz o cadáver do rei Queóps, olhando-me com olhos muito abertos,
    E entre os nossos olhares que se cruzam corre o Nilo
    E uma alegria de barcos embandeirados erra
    Numa diagonal difusa
    Entre mim e o que eu penso...

    Funerais do rei Queóps em ouro velho e Mim!...

    IV

    Que pandeiretas o silêncio deste quarto!...
    As paredes estão na Andaluzia...
    Há danças sensuais no brilho fixo da luz...

    De repente todo o espaço pára...,
    Pára, escorrega, desembrulha-se...,
    E num canto do teto, muito mais longe do que ele está,
    Abrem mãos brancas janelas secretas
    E há ramos de violetas caindo
    De haver uma noite de Primavera lá fora
    Sobre o eu estar de olhos fechados...

    V

    Lá fora vai um redemoinho de sol os cavalos do carroussel...
    Árvores, pedras, montes, bailam parados dentro de mim...
    Noite absoluta na feira iluminada, luar no dia de sol lá fora,
    E as luzes todas da feira fazem ruídos dos muros do quintal...
    Ranchos de raparigas de bilha à cabeça
    Que passam lá fora, cheias de estar sob o sol,
    Cruzam-se com grandes grupos peganhentos de gente que anda na feira,
    Gente toda misturada com as luzes das barracas, com a noite e com o luar,

    E os dois grupos encontram-se e penetram-se
    Até formarem só um que é os dois...
    A feira e as luzes das feiras e a gente que anda na feira,
    E a noite que pega na feira e a levanta no ar,
    Andam por cima das copas das árvores cheias de sol,
    Andam visivelmente por baixo dos penedos que luzem ao sol,
    Aparecem do outro lado das bilhas que as raparigas levam à cabeça,
    E toda esta paisagem de primavera é a lua sobre a feira,
    E toda a feira com ruídos e luzes é o chão deste dia de sol...

    De repente alguém sacode esta hora dupla como numa peneira
    E, misturado, o pó das duas realidades cai
    Sobre as minhas mãos cheias de desenhos de portos
    Com grandes naus que se vão e não pensam em voltar...
    Pó de oiro branco e negro sobre os meus dedos...
    As minhas mãos são os passos daquela rapariga que abandona a feira,
    Sozinha e contente como o dia de hoje..

    VI

    O maestro sacode a batuta,
    E lânguida e triste a música rompe... Lembra-me a minha infância, aquele dia
    Em que eu brincava ao pé de um muro de quintal
    Atirando-lhe com uma bola que tinha dum lado
    O deslizar dum cão verde, e do outro lado
    Um cavalo azul a correr com um jockey amarelo...

    Prossegue a música, e eis na minha infância
    De repente entre mim e o maestro, muro branco,
    Vai e vem a bola, ora um cão verde,
    Ora um cavalo azul com um jockey amarelo...

    Todo o teatro é o meu quintal, a minha infância
    Está em todos os lugares, e a bola vem a tocar música,
    Uma música triste e vaga que passeia no meu quintal
    Vestida de cão tornando-se jockey amarelo...
    (Tão rápida gira a bola entre mim e os músicos...)

    Atiro-a de encontro à minha infância e ela
    Atravessa o teatro todo que está aos meus pés
    A brincar com um jockey amarelo e um cão verde
    E um cavalo azul que aparece por cima do muro
    Do meu quintal... E a música atira com bolas
    À minha infância... E o muro do quintal é feito de gestos
    De batuta e rotações confusas de cães verdes
    E cavalos azuis e jockeys amarelos...

    Todo o teatro é um muro branco de música
    Por onde um cão verde corre atrás de minha saudade
    Da minha infância, cavalo azul com um jockey amarelo...

    E dum lado para o outro, da direita para a esquerda,
    Donde há arvores e entre os ramos ao pé da copa
    Com orquestras a tocar música,
    Para onde há filas de bolas na loja onde comprei
    E o homem da loja sorri entre as memórias da minha infância...

    E a música cessa como um muro que desaba,
    A bola rola pelo despenhadeiro dos meus sonhos interrompidos,
    E do alto dum cavalo azul, o maestro, jockey amarelo tornando-se preto,
    Agradece, pousando a batuta em cima da fuga dum muro,
    E curva-se, sorrindo, com uma bola branca em cima da cabeça,
    Bola branca que lhe desaparece pelas costas abaixo...

     

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    November 14

    ...Flores e Árvores e Montes e sol e luar;

             
     
     
     
     
     
              Mas se Deus é as flores e as árvores
              E os montes e sol e o luar,
              Então acredito nele,
              Então acredito nele a toda a hora,
              E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
              E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos
              Mas se Deus é as árvores e as flôres
              E os montes e o luar e o sol,
              Para que lhe chamo eu Deus?
              Chamo-lhe flores e arvores e montes e sol e luar;
              Porque, se ele se fêz para eu ver,
              Sol e luar e flores e árvores e montes,
              Se ele me aparece como sendo arvores e montes
              E luar e sol e flores,
              É que ele quer que eu o conheça
              Como árvores e montes e flores e luar e sol.
              E por isso eu obedeço-lhe,
              (Que mais sei eu de Deus que Deus de si proprio?)
              Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
              Como quem abre os olhos e vê,
              E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
              E amo-o sem pensar nele,
              E penso-o vendo e ouvindo,
              E ando com ele a toda a hora.
    Pessoa.
    June 20

    ao L'Intransigeant

    ...bom sujeito, Proust enviou a seguinte resposta ao L'Intransigeant  e ao hipotético e catastrofista cientista americano criado por esse jornal:
     
     
     
     
     
    <FON

    Photobucket - Video and Image Hosting

     
     
    Acredito que a vida nos pareceria subtamente maravilhosa se estivéssemos ameaçados de morrer da forma que vc diz. Pense em quantos projetos, viagens, casos amorosos e estudos ela - nossa vida - afasta de nós, tornando-os invisíveis  devido à nossa preguiça,que,certa da existência de um futuro, os adia incenssantemente.
     
    Mas deixe todos esses projetos se tornarem impossíveis para sempre: como tudo se tornaria belo e novo! Ah! Se
    pelo menos o cataclisma não acontecer desta vez, não vamos deixar de visitar as novas galerias do Louvre, nem  deixaremos de nos jogar aos pés da srta. X, nem de viajar para a Índia.
     
    Entretanto, se o cataclisma não acontece, nós não fazemos nada disso,porque estamos de volta ao coração da vida normal, na qual a negligência supera o desejo. E, no entanto, a verdade é que não precisamos do cataclisma para amar a vida hoje. Deveria ser suficiente pensarmos que somos humanos, e que a morte pode chegar nesta tarde.
     
     
    Alain de Botton
    Como Proust pode mudar
                           SUA VIDA.
    June 07

    Luz

     

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                                     Sprekelia formosissima

     
    Flor de lis
    o lírio de tuas íris
    já se assenhoreou de meu pensar

    Flor de lírio
    colírio de meus olhos vermelhos
    colírio de minhas noites
    noites de constante delírio

    Flor de íris
    arco-íris de luz única
    fantasia dos lírios do sul

    Flor de luiz
    Flor de frança
    Flor de lírio
    Flor de íris
    Flor de lis

    Formosa
    Sprekelia formosissima
    Formosíssima luz de flor

    posted by Luiz Roberto Lins Almeida

    http://pontoscegos.blogspot.com/